sábado, 20 de dezembro de 2014

A ditadura e futebol na América Latina.


O que o Relatório da Comissão da Verdade revela sobre o futebol.

Há 50 anos, a ditadura militar se instaurou no Brasil. E, 21 anos depois da redemocratização do país, muitas cicatrizes deixadas no período continuam abertas. Assassinatos, torturas, perseguições e desaparecimentos que se revelaram ao longo das últimas décadas, mas também se esconderam em arquivos e memórias perdidas. Uma história que, no entanto, passou a ser revisitada com mais vigor a partir de 2012. A Comissão Nacional da Verdade se instituiu para apurar graves violações de Direitos Humanos. Nesta semana, divulgou o seu relatório final, detalhando muitos episódios de repressão.

50 ANOS DO GOLPE: Como a Ditadura Militar se apropriou do futebol brasileiro

Em um país fortemente ligado com o futebol, o esporte também apareceu nos documentos. Principalmente, citando histórias ocorridas em dois estádios que se tornaram centros de detenção em massa: o Caio Martins, em Niterói, e o Nacional de Santiago, no Chile, que também abrigou presos políticos a partir da instauração da ditadura de Augusto Pinochet. No mais, o relatório da CNV também reconta o assassinato do militante Jeová Assis Gomes, baleado enquanto fugia de militares em um pequeno campo de futebol na cidade de Guaraí, no interior de Goiás.

A utilização do Caio Martins e do Estádio Nacional do Chile, sobretudo, ressaltam a forma como o futebol acabou se tornando instrumento das ditaduras militares na América do Sul. Uma utilização do esporte que foi muito além das prisões realizadas nos dois locais, e que se aprofundou bem mais na coerção, no jogo de interesses e na manipulação da população. O relatório da CNV, entretanto, se aprofunda em dois momentos nos quais as violências se evidenciaram mais. Abaixo, trechos retirados dos documentos oficiais:

Caio Martins
Os relatórios da Comissão Nacional da Verdade não se aprofundam nos depoimentos dos presos políticos do Caio Martins. No entanto, apresenta um panorama geral sobre como algumas instalações esportivas foram utilizadas como prisões coletivas logo após o golpe militar, em 1964.

Um dos aspectos mais reveladores das prisões coletivas realizadas em 1964 pelas forças de segurança da ditadura – incluindo-se agentes militares e policiais civis e militares – diz respeito aos locais utilizados para as prisões. Ultrapassando os limites dos quartéis, das delegacias e do sistema penitenciário, os trabalhadores foram mantidos presos em estádios de futebol e navios: em Niterói (RJ), no Ginásio Caio Martins; em Macaé (RJ), no Clube Ypiranga; em Criciúma (SC), no Esporte Clube Comerciários. Esses espaços apresentam-se como consequência lógica do que revelou a investigação de Marcelo Jasmin, realizada com base em 1.114 processos da Comissão de Reparações do Estado do Rio de Janeiro na qual 43,68% dos casos pesquisados de graves violações dos direitos humanos ocorreram nos três primeiros anos da ditadura – entre 1964 e 1966.

Destaque especial deve ser dado ao primeiro estádio da América Latina, o Ginásio Caio Martins, em Niterói, que funcionou como prisão desde abril de 1964 ou, nas palavras de ex-presos políticos, um verdadeiro “campo de concentração”. A despeito de o DOPS do Rio de Janeiro registrar que nesse estádio de futebol estiveram detidos apenas 339 pessoas, por ali passaram mais de mil presos políticos, conforme depoimentos de vítimas e advogados. As principais categorias de vítimas de prisão naquele local foram a dos bancários, dos ferroviários, dos operários navais e de trabalhadores do campo.

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Estádio Nacional de Santiago
Em 1973, a ditadura de Augusto Pinochet considerou suspeitos todos os estrangeiros que migraram ao país durante o governo de Salvador Allende. Ao todo, 108 brasileiros foram detidos no Estádio Nacional do Chile. Um dos presos, Wânio José de Mattos, faleceu nas instalações, em “situação deliberada de omissão de socorro”. Sua esposa e sua filha de colo, rejeitados pela diplomacia brasileira, acabaram deportados a Paris.

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Aqueles que desejavam regressar ao Brasil tiveram a deportação tratada pelo Ministério das Relações Exteriores. Contudo, segundo as comunicações da época, “não só o MRE não tomou medidas que estavam ao seu alcance e que eram necessárias para que isso ocorresse, mas chegou mesmo a tomar iniciativas no sentido de impedi-lo”.

A realização da partida entre Chile e União Soviética, pela repescagem da Copa do Mundo de 1974, gerou uma “séria preocupação esvaziar o Estádio Nacional” no Ministro da Defesa chileno. As autoridades chilenas solicitaram a colaboração no “sentido de resolver rapidamente a situação dos brasileiros, já que devem deixar livres o mais rápido possível as dependências do estádio, e as prisões se encontram superlotadas”.

VÍDEO: Casely teve a mãe torturada por se opor a Pinochet

Ao invés de providenciar o auxílio, no entanto, o governo Médici enviou ao Chile uma equipe de militares e policiais brasileiros, para interrogar e torturar os detidos no Estádio Nacional. “Osni Geraldo Gomes relata como foi interrogado – pendurado no pau de arara e submetido a choques elétricos – por três agentes brasileiros, que falavam em português e perguntavam sobre suas atividades e ligações no Brasil. A sessão de tortura foi presenciada por um grupo de oficiais chilenos que assistiam a tudo por uma parede de vidro, e de um dos quais o depoente ouviu o seguinte comentário, dirigido aos demais: ‘esses são profissionais, prestem atenção’”.

O regime brasileiro manteve-se passivo sobre a situação dos presos, interessado apenas nos interrogatórios. Os documentos revelados não apresentaram qual a situação final das negociações, apenas de alguns casos nos quais o MRE ignorou os pedidos de deportação. Nos arquivos da chancelaria chilena há um único pedido de expedição de salvo-conduto, apresentado pelas autoridades brasileiras, para três cidadãos brasileiros detidos no Estádio Nacional. Monitorados de perto em seus deslocamentos, alguns desses brasileiros vieram a tornar-se desaparecidos políticos.

NO IMPEDIMENTO: La Cancha Infame, a história das prisões no Estádio Nacional

Na sequência, leia o depoimento de Luiz Carlos Vieira, preso político no Chile que, após sobreviver, foi acolhido pela embaixada da Suécia e se refugiou no país escandinavo.

O estádio parecia estar iluminado para uma noite de futebol. Ainda não sabíamos que o haviam transformado em uma enorme sala de tortura, humilhação e morte. Passamos por uma fileira de soldados. Logo seguimos por um longo corredor cujas paredes eram formadas por corpos humanos, os braços estendidos para o ar, os rostos voltados para as paredes de pedra do corredor do estádio. Chegamos ao que parecia ter sido um dos vestuários, agora transformado em sala de tortura. Um militante uruguaio acabava de ser castigado. Um oficial veio recolher nossos documentos de identificação. A sessão de tortura iniciou-se. O interrogatório girava em torno de um suposto esconderijo de armas, o qual era completamente desconhecido para nós. Diante da resposta negativa, o oficial decidiu que, juntamente com o militante uruguaio, devíamos deixar o estádio.

Todas essas viagens foram feitas em uma camioneta, onde íamos acompanhados de dois ou três soldados armados, sempre seguidos de perto por um caminhão com mais soldados. A última viagem levou-nos às margens do rio Mapocho. Os soldados mostravam-se nervosos e agiam com violência. Já não havia dúvida sobre qual seria o nosso destino. Luiz Carlos tentou argumentar com os soldados, mostrando-lhes o absurdo e o inumano de tal situação. Mas naquele momento já não regia nenhuma lei, nem a dos homens nem a de Deus. O uruguaio encaminhou-se para a beira do rio e jogou-se nas águas, sendo imediatamente metralhado por um soldado. O oficial mandou Luiz Carlos fazer o mesmo. Um soldado seguiu-o e disparou demoradamente. Depois foi a minha vez. Das três balas que me atingiram, uma pegou de raspão na cabeça, fazendo-me perder os sentidos por algum momento. Quando recuperei a consciência, senti-me levado pela leve correnteza do rio, ouvi as vozes dos soldados, vi as luzes dos caminhões refletirem-se nas águas do rio, iluminando os corpos inertes de meus companheiros. Era o único sobrevivente.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Taça Fares Lopes, 2014, todos times.

Conheça todos times, Taça Fares Lopes 2014, Os oito clubes que avançaram para a fase quartas-de-final da Taça Fares Lopes têm até sexta-feira (26) para inscrição de novos atletas na competição. O encerramento acontece um dia antes do início dos “mata-matas” da competição.
A previsão de término das inscrições está no Regulamento Específico da Taça Fares Lopes. O artigo 8 do REC diz que “novos contratos de atletas para utilização no campeonato poderão ser registrados até o dia útil anterior ao início das quartas de final”.
Manuella Viana / Brenno Rebouças
Assessoria de Comunicação da Federação Cearense de Futebol
(85) 32066505 / 91384545
imprensa@futebolcearense.com.br

Barbalha Futbol Clube.

BARBALHA

Escudo Nome
Barbalha Futebol Clube
Status
2ª Divisão
Presidente
Gilson Alves Feitosa
Vice-Presidente
Cicero dos Santos
Data de fundação Vínculo à FCF
01/02/2002 2002/2014
Endereço
Rua L-1 162 - Cirolândia, CEP 63180-000, Barbalha
Site Oficial
Não disponível

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Guarani Esporte Clube. (Juazeiro)

GUARANI (J)

Escudo Nome
Guarani Esporte Clube
Status
1ª Divisão
Presidente
Francisco José Gomes Vidal
Vice-Presidente
Não disponível
Data de fundação Vínculo à FCF
10/04/1941 1973/1994 - 1996/1998 - 2000/2014
Endereço
Rua São Paulo n. 1703 - Salesiano, CEP 63000-000, Juazeiro do Norte
Site Oficial
www.guarani.hpgvip.com.br

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Associação Desportiva Iguatu.

IGUATU

Escudo Nome
Associação Desportiva Iguatu
Status
2ª Divisão
Presidente
Ednaldo de Lavor Couras
Vice-Presidente
Francisco Bento de Sousa
Data de fundação Vínculo à FCF
11/03/2010 2010 - 2012/2014
Endereço
Rua Juscelino Kubitscheck, S/n, CEP 63.500-000, Iguatu
Site Oficial
Não disponível

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Associação Desportiva Recreativa Cultural Icasa.

ICASA

Escudo Nome
Associação Desportiva Recreativa Cultural Icasa
Status
1ª Divisão
Presidente
Francisco Paz de Lira
Vice-Presidente
Manoel Facundo Neto
Data de fundação Vínculo à FCF
07/01/2002 2002/2014
Endereço
Rua Frei Damião, Nº 1720A - Bairro Lagoa Seca , CEP 63040-640, Juazeiro do Norte
Site Oficial
http://www.icasafc.com

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Associação Desportiva São Benedito

SÃO BENEDITO

Escudo Nome
Associação Desportiva São Benedito
Status
2ª Divisão
Presidente
Haroldo Celso Cruz Maciel
Vice-Presidente
Amado Alves da Costa
Data de fundação Vínculo à FCF
20/01/2005 2005/2014
Endereço
Rua Capitão Miranda, 443 - Alto - Sala 202 - São Benedito-Ce, São Benedito
Site Oficial
www.adsb.com.br

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Guarany Sporting Club (Sobral)

GUARANY (S)

Escudo Nome
Guarany Sporting Club
Status
1ª Divisão
Presidente
José Valdenir Coelho
Vice-Presidente
Everaldo de Sousa e Silva
Data de fundação Vínculo à FCF
02/07/1937 1966/2014
Endereço
Rua Dr. João Carlos 31 - Centro, CEP 62010-250, Sobral
Site Oficial
http://www.guaranydesobral.com.br/site/

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Ceará Sporting Club

CEARÁ

Escudo Nome
Ceará Sporting Club
Status
1ª Divisão
Presidente
Evandro Sá Barreto Leitão
Vice-Presidente
Robinson de Castro e Silva
Data de fundação Vínculo à FCF
02/06/1914 1920/1944 - 1946/2014
Endereço
Av. João Pessoa, 3532 - Porangabuçu, CEP 60425-680, Fortaleza
Site Oficial
http://www.cearasc.com

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Crateús Esporte Clube.

CRATEÚS

Escudo Nome
Crateús Esporte Clube
Status
2ª Divisão
Presidente
Francisco Jose de Araujo Martins
Vice-Presidente
Francisco Elder Veras Leitão
Data de fundação Vínculo à FCF
01/02/2001 2004/2014
Endereço
Rua Frei Vidal da Penha,1472 - São José, CEP 63700-000, Crateús
Site Oficial
www.crateusec.com.br

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Sport Club Maguary

MAGUARY

Escudo Nome
Sport Club Maguary
Status
3ª Divisão
Presidente
Aguiar Júnior
Vice-Presidente
Paulo Facó
Data de fundação Vínculo à FCF
13/01/2009 2009/2013
Endereço
Rua Osvaldo Cruz, 01 - Sala 406 - Meirelles, CEP 60125-150, Fortaleza
Site Oficial
www.mtdf.com.br

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Associação Esportiva Tiradentes.

Nome
Associação Esportiva Tiradentes
Status
1ª Divisão
Presidente
Jose de Arimatéia Fernandes Souza
Vice-Presidente
Não disponível
Data de fundação Vínculo à FCF
15/09/1961 1966/2014
Endereço
Rua Costa Rica 111 - Antonio Bezerra, CEP 60356-000, Fortaleza
Site Oficial
Não disponível

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Ferroviario Atlético Club.

Escudo Nome
Ferroviário Atlético Clube
Status
1ª Divisão
Presidente
Edmilson Alves Júnior
Vice-Presidente
Não disponível
Data de fundação Vínculo à FCF
09/05/1933 1938/2014
Endereço
Rua Dona Filó, 650 - Barra do Ceará , CEP 60330-060, Fortaleza
Site Oficial
http://www.ferrao.com.br

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Horizonte Futebol Clube

Nome
Horizonte Futebol Clube
Status
1ª Divisão
Presidente
Paulo Wagner Pinheiro Uchôa
Vice-Presidente
Não disponível
Data de fundação Vínculo à FCF
27/03/2004 2004/2014
Endereço
BR 116 KM 40, Centro, CEP 62880-000, Horizonte
Site Oficial
www.horizontefc.com.br

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